Atualizado às 16h30 por Sindipetro CE/PI e CUT-CE

Barracão da resistência renasce em frente ao Portão B da Lubnor.

 

A greve dos petroleiros de 24h desta sexta-feira no Ceará teve seus principais pontos de concentração em duas bases: Lubnor (onde não há rendição desde as 7h) e Transpetro Marcanaú. Um fato inusitado foi que grupo 1 do turno de operadores da Lubnor que entrariam às 15h e votaram em assembleia contrários à greve, 90% aderiram aderiram o movimento , fazendo com que a Petrobras mantenha cinco trabalhadores em cárcere, com expediente de mais de 16h. Presidente do Sindipetro CE/PI está entrando em contato com a DRT para denunciar o cárcere.

[GREVE NACIONAL DOS PETROLEIROS: Confira o quadro nacional no site da FUP]

Desde a zero hora desta sexta-feira (24/7), os petroleiros iniciaram a greve nacional de 24 horas, indicada pela Federação Única dos Petroleiros (FUP) e seus sindicatos e referendada em assembleias realizadas por todo o Brasil.

Trabalhadores da Transpetro do Pecém foram os primeiros a darem o exemplo de luta e união.

TRANSPETRO

Até o fechamento desta matéria (16h30) os trabalhadores da transpetro estão de vigília e atentos a todas as entradas da base exigindo um diálogo com a gerência da unidade, que ultimamente tomou medidas extremamente autoritárias com seus funcionários (leia mais sobre as perseguições da gerência da base aqui) . A gerência e a pelegada acuada na base não quiseram sair nem pra almoçar.

Vigília em todas as saídas base da Transpetro Maracanaú.

REIVINDICAÇÕES

A paralisação das atividades nesta sexta-feira é um protesto da categoria contra o novo Plano de Gestão e Negócios da Petrobrás referente aos anos de 2015/2019 e contra o PLS 131/2015, o projeto entreguista do senador José Serra (PSDB-SP), que pode tirar da Petrobras o papel de operadora única do Pré-sal. O Ceará, com intensa mobilização da CUT estadual, tem protagonizado a mobilização em defesa da causa. No último dia 22, foi lançada, em Fortaleza, a “Frente Ampla em Defesa do Pré-Sal – pelo Brasil, pela Educação e pela Petrobras!”.

Mais uma vez, os trabalhadores estão demonstrando grande capacidade de organização e resistência e, compreendendo que neste momento, não há outra saída para defender os direitos da classe trabalhadora, a não ser lutando. Segundo o presidente do Sindicato dos Petroleiros do Ceará e Piauí (Sindipetro – CE/PI), Oriá Fernandes, os petroleiros estão se manifestando contra os “desinvestimentos” e propõem ações para que a estatal continue sendo como uma empresa integrada de energia.

“Algumas ações recentes poderão significar o desmantelamento do Sistema Petrobras, colocando em risco empregos, direitos e conquistas sociais. Por isto, estamos aqui para dar nosso total apoio aos colegas petroleiros”, explicou o presidente eleito da CUT-CE, Wil Pereira, na entrada da Lubnor, no Mucuripe. Ele acrescentou que esse movimento não é só dos petroleiros, “e sim, de toda a classe trabalhadora que prioriza a força do trabalho e diz NÃO à privatização da Petrobras, maior empresa estatal do País”.

APEOC, CUT, CSP/CONLUTAS, Sindipetro CE/PI, odontólogos e Fetamce apoiaram o movimento pela manhã.

Na Usina de Biodiesel de Quixadá e nas plataformas em Paracucu os trabalhadores acordaram em não emitir PT por 24h. Na TermoCeará e Edifício Manhattan houve greve parcial.

 

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