SINDIPETRO CEARÁ: RELEMBRAR O PASSADO E RESISTIR NO PRESENTE

Vladimir Herzog foi um jornalista, professor e dramaturgo brasileiro. Militante do Partido Comunista Brasileiro, foi torturado e assassinado pelo regime militar brasileiro nas instalações do DOI-CODI, no quartel-general do II Exército, no município de São Paulo, após ter se apresentado voluntariamente ao órgão para “prestar esclarecimentos” sobre suas “ligações e atividades criminosas”.

 

O golpe militar de 1º de abril de 1964 foi arquitetado pelos militares de alta patente em conluio com os grandes capitalistas, subservientes aos interesses dos Estados Unidos.

1º de abril: 55 anos do golpe militar fascista

Durante décadas, os generais golpistas tentaram esconder a participação de Washington na derrubada de João Goulart. Entretanto, documentos fornecidos pelo governo dos EUA revelam que os yankees acompanharam de perto os preparativos e auxiliaram na execução do plano que instauraria no Brasil uma ditadura sanguinária que durou 21 anos. Era necessário que o Brasil estivesse sob o controle da Casa Branca para garantir a hegemonia estadunidense na exploração dos países latinos.

À época do golpe, João Goulart prometeu medidas como o aumento do salário mínimo e a reforma agrária. Grandes empresários, ruralistas e membros das Forças Armadas extremamente descontentes com essas reformas uniram forças para rasgar a Constituição. São dessa época o mito da “ameaça comunista” e outras falácias inventadas pelos milicos, repetidas até os dias de hoje. Qualquer semelhança da tática de propaganda adotada à época com as utilizadas durante a campanha eleitoral que levou Jair Bolsonaro ao Planalto não é mera coincidência. Hoje os militares e Paulo Guedes, o lacaio dos banqueiros, querem empurrar a chamada “Reforma” da Previdência goela abaixo dos mais pobres e acabar com o resto dos direitos trabalhistas que ainda resistiram ao curto governo do corrupto e também golpista Michel Temer. Para isso, recorrem a uma intensa campanha de desinformação com divulgação massiva.

Generais brasileiros querem entregar a Petrobrás para estrangeiros

É cada vez maior o número dos que se convencem de que o Estado-Maior das Forças Armadas não tem nada de nacionalista. Nunca vimos ameaça maior à Petrobrás depois que os militares passaram a ocupar ministérios e posições estratégicas à frente de Estatais, no governo do fascista Bolsonaro.

Sempre é bom lembrar que militares da patente do general Villas Boas, extremamente ágeis em dar declarações nas redes sociais sobre temas diversos, assistiram calados a entrega do petróleo brasileiro na camada Pré-Sal, a preço de banana, nos leilões da ANP. Em diversas ocasiões o general Hamilton Mourão defendeu a entrega das refinarias da Petrobrás para empresas estrangeiras.

O plano da Lava Jato de entregar os segredos da Petrobrás às empresas estadunidenses em troca de R$ 2,5 Bi para os comparsas de Moro recebeu total apoio dos militares. O procurador do ministério público federa, Deltan Dallagnol, chegou a ser condecorado pelo Exército logo após o “acordo” ter vindo à tona.

Para executar o plano de destruição da maior estatal do país, Castelo Branco, homônimo do general golpista cearense que deu o pontapé inicial aos anos de chumbo e vergonha, foi o fantoche escolhido para ocupar a presidência da Petrobrás. Castelo Branco tem se empenhado em ameaçar os petroleiros com demissões, destruição do ACT e da liberdade sindical.

O projeto dos milicos para o País

O general Hamilton Mourão foi aplaudido por empresários durante evento recente na FIESP. Mourão reafirmou a necessidade de que o povo pague a conta da crise. Também assumiu seu compromisso com a agenda neoliberal.

Ou seja, os milicos de “quatro estrelas” vão impor a pauta dos empresários e banqueiros na retirada dos direitos e destruição da previdência para os trabalhadores, enquanto entregam para os gringos a Petrobrás, Embraer, Alcântara, Eletrobrás e tudo mais que for do desejo estrangeiro.

Em visita recente aos EUA, Jair Bolsonaro envergonhou os brasileiros ao entregar nossa soberania numa bandeja a Donald Trump, com o aval dos generais.

A luta dos trabalhadores

A exemplo do que fizeram os verdadeiros heróis e heroínas do povo brasileiro que lutaram contra a ditadura militar fascista, os trabalhadores petroleiros repudiam o projeto entreguista dos traidores de farda.

É necessário resistir ao governo fascista de Bolsonaro e aos ataques dos criminosos lesa-pátria instalados na direção da Petrobrás

PELOS DIREITOS DOS TRABALHADORES.

CONTRA O FIM DA PREVIDÊNCIA.

PELA PUNIÇÃO DOS ASSASSINOS E TORTURADORES DA DITADURA MILITAR FASCISTA DE 64.

PELA PUNIÇÃO DOS TRAIDORES LESA-PÁTRIA.

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