Com a greve aprovada, petroleiros devem construir juntos os próximos passos

Na última assembleia ocorrida entre os dias 01 e 14 os petroleiros da base de representação do Sindipetro Ceará aprovaram a proposta de greve encaminhada pela FUP e demais sindicatos filiados.

O criminoso lesa-pátria e administrador de fortunas de acionistas, Pedro Parente , que ocupa a presidência da Petrobrás por indicação política do corrupto Michel Temer, resolveu incrementar seu pacote de atrocidades contra o patrimônio nacional. Além de promover todo tipo de favorecimento aos compradores estrangeiros, que levam as mais valiosas fatias da Petrobrás por preço de liquidação, planeja vender unidades demitindo petroleiros que segundo ele seriam “convidados” a trabalhar na nova empresa compradora. Agora estão na linha de tiro unidades do refino com alta relevância para as economias de seus respectivos Estados e fundamentais na manutenção da cadeia integrada de produção da Petrobrás.

Nessa farra dos oligopólios, que já arremataram plataformas, campos de petróleo do Pré- Sal, fábricas de fertilizantes e gasodutos operados pela Transpetro, a permanência da Petrobrás no Estado do Ceará e os empregos dos petroleiros cearenses também estão ameaçados.

São campos maduros de exploração terrestres e marítimos, plantas de regaseificação e dutos, de Paracuru a Icapuí, na mira de aventureiros do capital. Na visão imediatista do Parente do Temer a ordem é vender barato o que dá lucro ou fechar para entregar de bandeja plantas já prontas para a produção, como aconteceu com a unidade da PBio em Quixadá, que assim como a Cegás é cobiçada por empresários aliados do governador Camilo Santana.

A aprovação da greve também reflete a insatisfação dos petroleiros cearenses com o quadro geral das unidades no Ceará no que diz respeito à insegurança e redução drástica do número de efetivos em Paracuru, Lubnor e Fazenda Belém, além do injusto equacionamento do Plano Petros 1 imposto pela gestão Pedro Parente.

É importante salientar que a impopularidade do presidente da Petrobrás extrapola os limites das nossas unidades de produção. A política de preços adotada por Pedro Parente traz uma realidade bem diferente da que foi construída pela mídia burguesa ao repetir a ladainha neoliberal difundindo a falsa ideia de que privatizar a Petrobrás seria bom para o povo brasileiro. A verdade é que os reajustes diários do preço da gasolina e a impossibilidade de milhares de donas de casa em comprar um essencial botijão de gás devem trazer a população para o lado dos petroleiros grevistas, o que aliado ao período eleitoral e à instabilidade do ilegítimo governo de Michel Temer revelam um potencial de resultados vitoriosos na luta contra a privatização da Petrobrás proporcional ao comprometimento e participação na greve que se aproxima.

Com esse entendimento a diretoria do Sindipetro Ceará intensificou sua participação em entrevistas para veículos de comunicação de vasto alcance e nas mídias sociais, criando um programa de radioweb (Nação Petroleira) além de prestar solidariedade de classe às ações de professores, trabalhadores da Eletrobrás e movimentos sociais da cidade e do campo.

Agora queremos debater com a base através de um Seminário de Greve, com data ainda a ser divulgada, as táticas para um movimento que viabilize o apoio das diversas categorias de trabalhadores à nossa greve, em defesa do patrimônio nacional, da Petrobrás, do desenvolvimento do país e dos nossos empregos.

Eixos da greve

Pela redução dos preços dos combustíveis e do gás de cozinha;
Pela manutenção dos empregos e retomada da produção interna de combustíveis;
Pelo fim das importações da gasolina e outros derivados de petróleo;
Contra as privatizações e desmonte do Sistema Petrobrás;

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