Contrarreforma deixa trabalhadores ainda mais vulneráveis ao Benzeno

Nesta quinta-feira, 5 de outubro, Dia Nacional de Luta Contra a Exposição ao Benzeno, os sindicatos da FUP distribuiram um informativo, alertando so trabalhadores sobre este perigoso agente químico a que os petroleiros estão expostos em diversas unidades operacionais. O benzeno é comprovadamente cancerígeno. Daí a importância do jornal produzido pela Bancada dos Trabalhadores na Comissão Nacional Permanente do Benzeno ter sido distribuído nas principais unidades do Sistema Petrobrás.

“Com reforma na CLT, nossa luta contra a exposição ao benzeno é ainda mais urgente. Se há consenso entre especialistas conscientes na área de saúde e segurança do trabalho sobre a “reforma trabalhista” é a de que ela não traz nenhum benefício para a classe trabalhadora. Pelo contrário, aumenta a precarização, os riscos de doenças e até mesmo mortes. Sobre a falácia da “modernização” da legislação, as alterações colocam os interesses empresariais acima da saúde e do empregado, aplicando retrocessos históricos”, alerta a Bancada dos Trabalhadores na CNPBz.

“É neste contexto, de profundos ataques aos direitos e condições de trabalho, que chegamos ao 5º ano do Dia Nacional de Luta Contra a Exposição ao Benzeno e mais uma vez não há motivos para comemorar, mas sim relembrar da nossa luta em defesa da vida, de que nossa tarefa é empreender ainda com mais urgência e força a batalha contra a sede por lucro que pode fazer adoecer e até matar nos diversos ambientes de trabalho”, ressalta a diretora de SMS da FUP, Rosângela Maria.

No dia 18 de setembro, o técnico de operação do terminal de Pilões (SP), Marcelo do Couto Santos, de 49 anos de idade, faleceu em virtude da exposição ocupacional a hidrocarbonetos e ao Benzeno. Ele trabalhava há 30 anos na Petrobrás e, segundo o Sindipetro-LP, em meados de 2016, passou a sofrer diversos distúrbios na saúde que o afastaram do trabalho. O sindicato só tomou conhecimento de sua morte na terça-feira, 03.

“No atestado de óbito, foi registrado que Marcelo sofreu uma parada cardiorrespiratória e insuficiência hepática, cirrose hepática, devido à intoxicação crônica do derivado benzeno. Devido aos exames periódicos que os trabalhadores da área operacional são submetidos de seis em seis meses, a gerência do terminal de Pilões já sabia há anos das alterações no sangue causadas pelo benzeno. Porém, nenhuma medida foi tomada para afastá-lo da exposição”, informou o sindicato.

Os trabalhadores de toda a cadeia produtiva do petróleo e siderurgia, assim como os dos postos de combustíveis – estes não estão incluídos no Acordo do Benzeno – são altamente afetados pela exposição ao agente químico.

Acesse o site cnpbz.com.br e leia o informativo da Bancada dos Trabalhadores na Comissão Nacional Permanente do Benzeno\CNPBz.

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