FUP

A solidariedade de classe entre trabalhadores do campo e da cidade marcou cada um dos 168 petroleiros e petroleiras que participaram da IV Plenária Nacional da FUP, entre os dias 06 e 09 de junho, em Caruaru, região do agreste pernambucano, no Centro de Formação Paulo Freire, prédio da antiga sede da fazenda Normandia, ocupada há 20 anos pelo MST. A unidade da classe trabalhadora para avançar nas conquistas e impedir retrocessos foi a tônica principal dos debates travados na plenária e se reflete no calendário de lutas aprovado por unanimidade.

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Entre as principais deliberações, estão a retomada da campanha contra os leilões de petróleo, em parceria com os movimentos sociais; a construção de uma greve conjunta com outras categorias para impedir a aprovação do PL 4330/2004, que escancara a terceirização para as atividades fim e ataca direitos trabalhistas; a unificação da luta pela manutenção dos investimentos da Petrobrás nos campos de produção terrestres; a construção com os trabalhadores petroquímicos de uma proposta para atualização da Lei 5811/72; a realização do I Encontro Nacional da Juventude Fupista; o fortalecimento da organização das mulheres petroleiras, entre outras.

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Em relação às pautas de reivindicações dos trabalhadores do Sistema Petrobrás e do setor privado, a IV Plenafup aprovou que os reajustes salariais deverão garantir 5% de aumento real e reposição da inflação pelo ICV/Dieese, além das cláusulas referentes às condições de trabalho, saúde e segurança, previdência, benefícios, regimes e jornadas, entre outras. As resoluções serão sistematizadas pela FUP e a pauta de reivindicações encaminhada às assembleias para referendo dos trabalhadores.

Calendário de lutas

A FUP já deu início ao calendário de lutas aprovado por unanimidade na IV Plenafup, com duas atividades importantíssimas: a mobilização em Brasília no último dia 11, que retirou da pauta da CCJC a aprovação do PL 4330; o protesto na audiência pública da ANP contra o leilão do mega campo Libra, que será realizado em outubro sob o novo modelo de partilha da produção e o seminário “Trabalhadores – Energia, Petróleo, Pré-sal, a Indústria e Desenvolvimento”, em conjunto com os metalúrgicos, químicos, eletricitários e entidades que integram a Plataforma Operária e Camponesa de Energia.

Julho – Assembleias para referendo da Pauta de Reivindicações

15/07– Atos políticos para marcar a reabertura dos Comitês Regionais da campanha “O petróleo tem que ser nosso”, envolvendo organizações e movimentos sociais

25 e 26/07 – Seminário da FUP para preparação da Campanha Reivindicatória

06/08– Dia Nacional de Luta e entrega da Pauta de Reivindicações à Petrobrás e subsidiárias

20 a 23/08– Primeira rodada de negociação para defesa da Pauta de Reivindicações, com Semana Nacional de Mobilizações

05/09– Ato nacional em defesa da soberania e contra os leilões de petróleo e gás